diHITT - Notícias PARAneura
quinta-feira, 15 de novembro de 2012 6 PARA comentar

PARA ser feliz



 Acho que esse texto fecha o ciclo de Ela, Ela me acompanhou na descoberta da minha humanidade e pintou de cinza minhas madrugadas. Talvez Ela apareça ou talvez nunca saia daqui, porque Ela está em mim.


Ela não quer a fama dos astros.... nem precisa de dinheiro, pra falar a verdade nem gosta muito de dinheiro.

Ela não busca títulos, nem prêmios que lhe dêem prestigio...

Sua felicidade não está ai.

 Ela não quer uma vida de boas aparências, nem deseja o que  todos os bons almejam,  não é assim que ela verá o céu.

Ela não quer seguir as linhas prontas que alguns desenharam, não quer andar por passos já dados, nem satisfazer as vontades dos que nasceram antes.

Sua felicidade não está ai.

Ela não quer ser amada por todos, nem quer ser amada por um, não quer frases prontas de amor, nem uma casa branca com flores na janela.

Sua felicidade não está ai.


Ela seria feliz com um pouco, não que seja uma franciscana, mas seria tanto que nada poderia ser item de comparação.

Ela seria feliz no acaso de uma ou duas vidas, seria feliz se o hoje fosse uma surpresa, o feliz de agora, do instante em que ela digita essas linhas mal formadas.

Sua felicidade pode estar ai.

Seria feliz com um braço debaixo de sua cabeça e uma mão acariciando seus cabelos, talvez a chamasse de menina e contasse piadas no chuveiro, que escorreriam pelo seu corpo, no instante exato em que as águas a lavassem por dentro.


Ela seria feliz com um pouco de estrelas, com algumas palavras jogadas ao vento, com uma rede em chão negro.


E se dissessem que Ela fantasia demais, que não vive a realidade. Ela talvez responda que é melhor então viver a vida fantasiando  coisas que à faz feliz.

A construção da felicidade Dela é realizada através de suspiros, de desejos de igualdade, de sorrisos frouxos, de pouca rotina e de um despertador silencioso, que dê tempo para o amor ao acordar.


Pode ser que Ela seja feliz.

E se dissessem que Ela é louca. Ela talvez responda que enxerga mais que preto e branco, pinta algumas cores que são de uma paleta de uma só cor.


No mais Ela  não quer a felicidade que está a venda  nas prateleiras de supermercado, não quer ter código de barra para sorrir.

 Ela só quer ter o pouco que eles não permitem, Quer ser feliz de graça, sem ouro nem prata, pisando na terra e sentindo o cheiro do vento de terras além daqui.



sexta-feira, 2 de novembro de 2012 2 PARA comentar

PARA UM ... só um

Um ponto negro as vezes causa uma dor... palavras para um. Um poço seca e o que era vertente de vida, se torna um buraco de terra seca, fundo, talvez até profundo.
E o que sobra, nem é sobra, é apenas um vazio, um risco de lápis fino, um traço fosco, que um dia quis desenhar curvas de uma vida breve...
Ele me disse a respeito de um tal acaso, de uma possibilidade de amar sempre, quantas gentes fosse ainda preciso ... brotou gotas de uma água não potável, mas que tende a ser cristalina, ainda sim essa água quase escura matou minha sede no breu ... por agora.. pelo breve...
Do amanhã, as horas que se seguem dão conta.

Nathalia Costa.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012 2 PARA comentar

PARA uma noite de Adeus






02:07:28 Genizelle     nathy costa       espera aí
10/07/2012 02:07:31 Genizelle  nathy costa       10 minutos
10/07/2012 02:07:38 Genizelle   nathy costa                  to fazendo um trem aki quero sua ajuda








10/07/2012 02:10:10 Genizelle  nathy costa to escrevendo sobre alguém importante
10/07/2012 02:10:21 Genizelle  nathy costa vou fazer um protótipo e vc vai dar a poesia no texto
10/07/2012 02:10:25 Genizelle  nathy costa topa o desafio?
10/07/2012 02:10:34 Genizelle  nathy costa um texto em dupla rs
10/07/2012 02:10:39 Genizelle nathy costa ???









10/07/2012 02:13:54 Genizelle  nathy costa vai ler e melhora-lo












10/07/2012 03:37:24 nathy costa Genizelle   dificil capturar a essência do outro mas fiz









10/07/2012 03:37:32 nathy costa Genizelle L n ficou muito bom
10/07/2012 03:37:34 nathy costa Genizelle L mas tentei









10/07/2012 03:43:58 nathy costa Genizelle L         e ai?  leu
10/07/2012 03:44:01 Genizelle L Porto nathy costa naty
10/07/2012 03:44:04 Genizelle L Porto nathy costa acabei de ler
10/07/2012 03:44:18 Genizelle L Porto nathy costa não tenho palavras
10/07/2012 03:44:25 Genizelle L Porto nathy costa vc capturou minha alma










E  assim temos o resultado da parceria! Dedico esse texto para todas ELAS  que ainda choram por ELES e transformam lágrimas em vontade de viver!


Às vezes eles querem me soltar, e tentam  desatar as amarras, mas o que fazer se são elas  que me mantem viva, acesa. Necessidade da alma,  do espirito, vicio de quem ainda não voou sozinha.

Liberdade que assusta, mas que me chama para a vida. Ela fala com voz sussurrante aos meus ouvidos que preciso me libertar de nós dois, do que eu me tornei enquanto olhava você dormir, do que nós vivemos, do que nós prometemos, do que nós sonhamos.

 Preciso entender que você não esta do meu lado nesta madrugada de inverno, que seus braços não estão entrelaçados aos meus, que não sinto mais sua respiração perto dos meus ouvidos. Que não estremeço com sua mão boba a bagunçar meu cabelo, que sua boca não procura a minha para um beijo longo pintado de aquarela, seu abraço não afugenta mais os barulhos de uma noite sombria, seu corpo não é mais brasa viva a minha pele, eu não me vejo mais pelo teu rosto e não posso mais tocar o seu jeito de ser.



  No instante que levaste a chave que abria a minha cidade, percebi que não tinha copia, a porta esta fechada, não abre para quem bate, as amarras estão tatuadas pelo meu corpo e não tem como entrar. Pelo buraco da fechadura meus olhos avistam as lembranças de madrugadas de conversas ao telefone, sorrisos do seu ciúme pela minha roupa curta,  do nosso  joguinho de provocações,  relembro as  nossas quartas-feiras de futebol e nossos domingos de cinema.

 Em um frenesi de dor vou rasgando nossos sonhos; sonho de uma casa, de uma viagem curta pra qualquer lugar frio, onde  haja vinho na mesa  e amor pelas paredes.  As lagrimas correm e vou rasgando  as brigas bobas pela escolha do nome do nossos filhos  e acabo por perceber que o tecido que despedaço já esta esquecido no canto da sala.

 Mas porque quis esquecer-se do nosso sopro de vida? Preciso encontrar respostas, saber por que me tirou o chão, me roubou o ar e me deixou espinhos? Porque desistiu de nós dois? Porque apagou a luz e pôs meu coração na cruz? Porque quis matar nosso amor?

 Logo você que sonhava tanto, que queria ir além, que me apresentou o amor, que  desenhou em mim as linhas do prazer, que me ensinou a sonhar a cada nascer do sol. Que me mostrou que a felicidade esta nas coisas simples, esta em você. Espero a resposta daquilo que chamo de amor.

 Nessa busca por respostas, só encontro amarras de ausência que me lançam no caos de uma noite gelada. Preciso me libertar de nós dois, eu não quero! Porém eu preciso, preciso encerrar este capítulo que você escreveu em mim. Preciso que devolva o que tirou de  mim  para que meu coração seja terra fértil novamente e eu possa plantar outras sementes, no breu de saber que não colherei nossas flores.

 Um dia serei livre, as amarras vão cair uma a uma e poderei sair de dentro de mim, sair do resto do desespero e abrir para quem bate. Olhar para trás, ver os seus olhos e dizer não me abra nunca mais.

domingo, 2 de setembro de 2012 3 PARA comentar

PARA poemar



As vezes me pergunto, porque continuar a escrever, me inspiro, me entorto, acelero, e continuo, erro na gramática e na concordância... paro, mas ele ainda continua... ele escreve, porque não esta preso a terra,ele não é de lugar nenhum!.

Quem és tu senhor para criar verbo. És doutor importante das letras? Por acaso és um imortal da academia? Quem te deu papel? Quem lhe trouxe tintas? Quem te fez acreditar que poderias dançar sobre as pautas?

Vais agora e mostre o que faz e porque estais aqui.....


Te digo meu nobre senhor, não tenho estudos e nem sei de quantas letras é preciso para montar uma composição, analfabeto de pai adoentado, não sou imortal e nem quero viver uma vida inteira. Pego uma caneta velha e um chumaço de papel e apenas poemo o que grita esse coração... que apesar de não ser nobre como o do cavalheiro, bombeia o mesmo sangue vermelho...

Sim meu nobre senhor, eu poemo..

Poemo coisas dessa vida, que consegue unir sentimentos distintos em um mesmo espaço de tempo.
Poemo as crianças brincando na varanda, enquanto suas mães tecem sonhos no quintal de terra batida.
Poemo os jovens se divertindo com a brisa, que bate em seus rostos no inicio de boas madrugadas
Poemo os amores envolvidos com lágrimas, e também os amores felizes.
Poemo as chegadas e partidas.
Poemo as loucuras que nos tiram o fôlego, a depressão do filósofo, a overdose do forte, a fraqueza do justo.

E nos meus devaneios mais belos, poemo aquela moça, que me sorri com os olhos.
Poemo seu toque aos meus cabelos já grisalhos e as contrações de seu corpo a minha chegada.
Poemo uma tarde inteira em que eu seja dela e que ela se perca em mim..
Poemo o nervosismo de sua razão e o delirar de sua alma.
A envolvo sobre mim e poemo tremores que já não mais são dela, são meus também.
Poemo nosso primeiro amor, nosso constante amor, nosso encontro entre os versos que eu escrevi para ela.
Poemo a inspiração que esta nela e em todo lugar em que estivermos juntos.
Doutor, poemo a mulher que me rouba suspiros de desejo..... Ahhhhhhhhhh

A vida não teria graça senhor, se eu não á poemasse.
Moço do que adianta ser imortal, se não pudermos poemar a morte.

Então deixe-me senhor com meus erros, com meus medos, poermar-me até o último suspiro de dor e prazer. Descobri doutor que a vida é cheia de verbos e nem consigo escreve-los por inteiro pois o tempo é ceifador de minhas linhas, então me entrego a sorte de ventos que carregam minha letra.

Por isso me apego as escritas, subo aos céus onde encontro pedaços de paz , onde encontro a moça de meus sonhos que me torna imortal, que me da linhas. Assim poemamos juntos, esquecemos do tempo, brincamos com a vida e no final   da tarde depois de fazer amor, apenas adormecemos em algum lugar do mundo!!
sexta-feira, 10 de agosto de 2012 7 PARA comentar

PARA quem te quero monogamia



Lendo O Morro Dos Ventos Uivantes,  em meio a madrugada.......

De repente minha amiga entra no quarto , senta na beirada de minha cama e me pergunta.

---Será que encontrarei algum homem que faça de mim única? Quero um amor sem traição, monogâmico.

Ainda estou a pensar nisso...... E abaixo meus pensamentos bagunçados, errados, sem começo e sem fim, sem certeza , nem  clareza, mais certos de que saíram de mim.


Pela definição  

A monogamia acontece quando um indivíduo só tem um único parceiro durante um determinado período (monogamia em série). Este termo usa-se também para referir a existência de um único parceiro sexual durante toda a vida de um indivíduo.


Quando criança sonhei com um príncipe que me jurou o eterno e matou dragões pelo meu amor.

Hoje fala-se em pesquisas que apontam alto índice de infidelidade para ambos os sexos, as correntes defensores da união monogâmica, a moralização das relações a três, a quatro e por ai vai. Estamos no tempo das reflexões e também do fazer.

Nessa mistura penso nos significados das palavras, para que servem hoje em dia?

Não há definições precisas para palavras como traição, amor, fidelidade, nem muito menos, uma ordem para que tais palavras se apresentem pela vida.

Há casais que dividem o amor, há casais que amam mais de 1, há casais que apenas amam 1 ou ainda que se quer amam alguém.
É imposta a ordem de dois, quebra-se a lei no breu, no escuro, mas penso
" Como a lei quebrou, se ainda são dois, ainda estão a dois."
Ele sai de casa e a deixa na sala, enquanto desce as escadas, retira a aliança, da trégua ao acordo e sobe outras escadas, no reflexo dos espelhos avista carne, prazer, delírios, alegria, amor...... quem sabe, não sei, penso  nas suposições, a resposta não está em mim, mas nele.


Alguns dizem que é o fim dos tempos, não se permite, o jugo social oferece uma pitada de moral, honra e sexo virtual

Ela espera Ele dormir e os dedos percorrem além de outras coisas, o teclado do computador, pela tela, o físico domina um contexto em que o imaginário criou, Ela nem desceu as escadas, foi para a mesinha dele, no escritório dele, enquanto ele dormindo sonhava em descer as escadas ou não, ninguém sabe, era o sonho dele.


Remédio para aqueles que sofrem de monogamia, o ato de amar mais e de não ter posses de gentes, de vidas.

Ele sai de casa e a deixa na sala, Ela o olha e sabe pra quem ele vai, desce as escadas e encontra aquele que a tirará da sala, sobe outras escadas entrega sua porção inteira de carinho, amor, lascívia e volúpia, sem se preocupar com o que sobrar, pois deixará ela cheia e quando voltar para casa saberá que sua outra parte também está cheia saciada por outro.

Os santos se repugnam e as beatas choram de joelhos.

Fala-se de família e dizem  do relembrar de um tempo em que a monogamia era fato, um fato montado, empurrado e enfeitado, mas fato.

E tentam encontrar o impossível possível amor eterno e terno.

Ele sobe as escadas e a vê na sala, são anos assim e por mais repetitivo que isso seja, sua vontade é sempre subir as escadas, Ele e Ela tem convites para descer os degraus, mais pra que descer, se eles juntos estão no céu e se a vontade de estar perto, brigar e se amar, sucumbe os corpos dos outros tanto no breu dos morais, quanto na luz dos morais também e porque não.


Se pode amar democraticamente no claro e no escuro, com consentimento de dois, de três, ou sem o consentimento também, pode-se amar demais e também não amar ninguém, pode estar em dois para uma vida toda e por uma ou 2 noites, estar em companhia de mais um para formar um três.

Nesta soma de dois, três , quatro ou mais, tudo é permitido, trair o outro, trair mais de um e trair a si mesmo também.

Fidelidade é quase igual infidelidade, duas letras dão significados diferentes a mesma base, é o prefixo, é o que vem antes, é o que separa.

Dois pode ser a medida certa ou não , o que vem antes, pode definir como será depois.

Eu não quero determinar como será e nem o que me trará mais felicidade, como Cazuza cantava:

“Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida”

E o que me importa se já esteja mordida, o sabor da minha prova, será meu, será fiel a mim.

Amores eternos, amores fieis!! Bonito, mais prefiro amores felizes, seja com o in ou sem o in, mas que os dois, três ou mais estejam felizes.

Desejo um amor meu, sim desejo, mas que seja livre para que quando voltar , eu saiba que é meu porque quer ser meu, seja no claro, seja no breu.

Ainda pensando, penso em mim. O que quero como mulher? 
Um amor único como minha amiga, dois amores como o de Catherine do livro que lia?

E me confesso uma romântica.

Procuro 1 que seja,
SEJA IMPAR!
E que o amor não faça bem a dois, mais que faça bem aos que nos amam também,  que seja multi colorido, porque um arco -iris não é feito só de duas cores, nem uma flor de duas pétalas, nem um céu estrelado de duas estrelas. Que não seja moral, amoral, ético ou antiético , mas que seja amor! Seja em que quantidade for. Temos ainda um infinito 

                                            INCONTÁVEL!
quinta-feira, 26 de julho de 2012 1 PARA comentar

PARA uma manhã de sábado


Pensei nas horas que viram séculos em alguns instantes para escrever esse texto, mas eram poucas letras para tantos sentimentos, esse espaço em branco que nunca está cheio me motiva a sentir mais, nas linhas que  você lê, poderá sentir pedaços, poderá sentir o nada,  mas poderá chegar a conhecer o Tudo de hoje, porque o Tudo de amanhã ainda está para ser escrito. ELA do meu texto anterior teceu ELE e pela sorte ou pelo destino ELES se encontraram, vida real, sonho, não importa, o que importa é o que já foi escrito!


Dedico esse texto para Moacyr Anício!


“ E encantado com tanta beleza caiu de joelhos e proclamou “Je crois en Dieu”.
 GUIDO THOMAZ MARLIÉRE

Os dois se esperavam, em noites sem luar desenhavam no breu do céu o encontro de duas almas. Eles queriam dançar, suas almas soltas, leves e alvas, nos encontros de uma noite, nos encantos de minutos momentos.
ELE lhe dava flores nas despedidas, para que o perfume delas acalentassem suas narinas e fizesse repouso no leito DELA até a sua volta, DELA vinha o encantamento e a vontade DELE estar parado no SEMPRE.
ELE colhia as flores que ninguém viu, porque quando a via, tudo mudava, seu corpo já não era seu e podia enfim descansar os olhos naquilo que amava.
ELE esperava o tempo passar, porque só podia esperar o tempo DELA chegar.

ELA lhe dava estrelas nas despedidas, para que o brilho delas iluminasse o chão, através do brilho pudesse ver por mais tempo o rosto daquele que a despetalava com amor.
 ELA lhe abria a porta, e lhe dava os sorrisos mais bonitos, os desejos mais íntimos, a nota de uma canção para os próximos 300 anos, no seu corpo estava um futuro a dois.
ELA esperava o frio passar, pois nos dias quentes, esperava seu amor chegar.

TEMPO

 tempo

 ESTRADA  

 caminho

LÁGRIMA 


 perdido
 espera
 NOVO
 tempo
 TEMPO


E assim como as letras correm no papel, o tempo foi cortando atalhos e contando os dias, o vento bravo jogou por cantos as flores DELE  e as estrelas DELA.
O pedido que se pensou estava guardado nas lembranças felizes de um dia que não chegou, mas eles ainda pediram  resposta ao destino, uma serena lágrima laçou o pedido que trouxe uma manhã.

 Um lago e perto dele um velho banco, era manhã, era sábado...
Um dia em que o tempo se deu a eles, ELA viu suas estrelas nos olhos dele, ELE viu suas flores na pele dela. E não houve poema mais bonito que o abraço, não houve momento mais gostoso que o agora, não houve tecido mais rico, do que aquele que os envolvia, um desenho de Deus, uma tatuagem nas entranhas, foi fácil desejar a chegada do amor.
Um encontro, duas vidas e um balé de adoecer de paixão, a enfermidade do amor, o perecer de desejo. Aquilo que não existia, se manifestou em carne e o destino deu mais linhas para o verso.
O silêncio já não calava mais a voz impar do estar perto, entre mil e uns ELES estavam juntos se deleitando de um breve sentido de amar e o tempo lhes apresentou o SEMPRE, o ETERNO do instante. No toque os sentidos que se aguçavam, no beijo o arrepio pueril e tímido fazia dançar.        

 Já não estavam sozinhos, eram um só e as flores, as estrelas, era a chama ardente, era a promessa de cores novas a cada olhar, era o caminho de flores iluminado pelo brilho das estrelas.
E se o estio derreter o que virá, ELA saberá que o destino cumpriu sua reza e que fez de seus sonhos o presente e ELE saberá que o tempo o acariciou com o parar das horas, só para ELE usar o verbo amar

Do futuro, o amanhã conduz, mas do agora                                                                                                era ELE  para ELA , ELA para ELE , enfim... SEMPRE, com TUDO.!!   Em Jacroá!

segunda-feira, 9 de julho de 2012 3 PARA comentar

PARA quem sente frio.

Dedico esse texto PARA minha amiga Genizelli! uma alma imensa, um coração belo,  um sorriso gostoso! e desejos intensos de amanhãs coloridos com tardes quentes!

 Eu nasci com uma predisposição para escrever, confesso que não domino as letras, e ainda não acerto o jogo delas, aprendiz das palavras que ainda não estão no papel. Nessa busca pelo profundo sempre me inspiro no amor.
E em todas conversas com amigos o amor sempre esta lá, no beijo de saudade, no meu pai de longe, no brincar com minha irmã pequena, no abraço do  amado.... e tudo esta envolvido pelo amor. Acredito muito nessa força e no poder que ela tem de nos aquecer, de nos trazer espirito leve, pensando nisso me veio ELA. ELA  quer ser feliz. ELA  quer amar. ELA  sente frio nesse inverno. ELA  inspirada em nós, feita por mim, em uma  madrugada gelada e escura.

Enquanto a chama arder,
De sentir seu calor e ser todo
Vale a luz do teu suor
No inverno te proteger No verão sair pra pescar, No outono te conhecer, Primavera poder gostar. No estio me derreter Pra na chuva dançar e andar junto O destino que se cumpriu
De sentir seu calor e ser tudo.........................................................................................................................................................................................................
ELA nunca tinha sentido tanto frio, mesmo em terras quentes a gélida sensação do inverno á tomara por completo.
ELA queria fazer algo para esse frio passar, pensou nas matérias grossas e brutas, nos tecidos espessos, mas nada á aquecia por completo.
 Tantos inventos do homem, a sabedoria dos gênios, a sapiência dos doutos; nada acalentava a fúria do tempo bravo que bravejava em sua janela.
ELA estava sendo cortada por dentro e não havia remédio que as máquinas das gentes podiam oferecer.
Desistindo de sentir calor, desistindo de se ver bater, de se ver vibrante, caiu por entre seu corpo já cansado e em um instante que trazia verão sobreveio uma paira de certeza, olhou para sua alma branca e percebeu que o que lhe faltava.
Não era a matéria bruta, coisa palpável..
 Não era da máquina e nem do processo.
Era das gentes, era saído das mãos, dos olhos , da pele e do afago;
 O visceral de olhos,  o entrelaçar de corpos,  a poesia do contato, era estar perto por estar e se amar de longe.
Se aquecer no sorriso gostoso do outro  até as pernas ficarem bambas.
Era abrir a porta e se desprender da hora marcada, do encontro premeditado e deixar entrar o desvario do inesperado.
As mensagens de carinho antes da meia noite, o atraso premeditado só para ELA ter mais tempo de se maquiar, os bilhetes na geladeira as oito da manha,   a raiva da briga,a voracidade do voltar, a lágrima da partida, o êxtase  do copo cheio, o beijar  das mãos, o beijo fervoroso, hummm aquele beijo roubado, o beijo demorado que da estalos, o beijo selvagem de um tempo breve, o beijo simples em qualquer circunstância, em qualquer hora, na terra ou no céu...
  O toque com o vento que só ele sabia dar e o colo, haa o colo dele.
 No aconchego do colo dele ELA enxergou  seu coração, voou alto e se tivesse que pular, pularia sem medo, não cairia, estava na colina.
 Percebeu onde estava o calor, onde estava  o gostoso cheiro do amor. Não era do homem, era divino, não estava nas cidades, estava dentro da alma, não era brasa, era fogo, era amor!
ELA se cobriu dele, se cobriu por inteiro  daquilo que era necessário, que era escalarte, que era verdade.
 Abraçou o fio da vida e  ELA que me fez acordar nessa noite   dormiu  num inverno rigoroso, pois sabia que enfim tinha encontrado as terras quentes de que tinha ouvido falar.!
quinta-feira, 28 de junho de 2012 5 PARA comentar

PARA UMA lágrima de procura.

Onde você está? Minha doce alegria, porque ainda estou  no breu , porque não há continuidade no sorriso, penitência de ter alma no céu, consequência de sempre querer transpor os véus.
 Responda oráculo da sapiência....
 Grito para dar som  ao vazio
 Porque tão brilhante mente, tão brilhante alma, tão sopro vital de vida, em uma lágrima que sempre está a descer.
 Que terrível é sempre apostar no erro, que caos é sempre trazer ausência, que ardor é este sempre em chamas, por algo que ainda não foi inventado.
 Espero anciosa para que realmente encontre um tempero forte e que traga sabores que não experimentei e nessa aventurosa busca sempre me acho perdida, ferida, obcecada por aquilo que nunca vai ser meu.
 Terrivelmente delicioso é viver intensamente os dissabores de uma vida, que vivo por não querer morrer e por querer morrer dentro de um fogaréu que se esconde de mim.
O que me resta, desenhar um sorriso bonito e voltar a vida de plástico, para aliviar a sorte  de que sou feliz.
sexta-feira, 8 de junho de 2012 8 PARA comentar

PARA ele e PARA ela

 Dedico esse texto a inspiração de palavras de um bom amigo, em uma noite fria, cheia de esperança e risos.
Alexandre !

  ao som de Augustana - Boston

 
Na luz do sol, há alguém? Oh começou...
Querida você parece tão perdida, seus olhos estão vermelho e lágrimas são derramadas

Eu acho que preciso de um nascer do sol, estou cansada de pôr-do-sol,
Eu ouvi que é legal no verão, um pouco de neve seria legal...
Boston...onde ninguem sabe meu nome




 Ainda estou aqui, ainda moro na mesma rua, a rua das amoras, ainda sento no banco de praça nas tardes de sol claro. 
Se der apareça aqui um dia desses, eu sei que você sabe achar os passos que te trarão até  mim, até as amoras. 
Ainda caem folhas no outono, ainda acordo atrasada e esqueço o café na mesa da sala, ainda estou aqui, o mesmo olhar, o mesmo gosto, as mesmas janelas azuis. Nada mudou, só as estações que tentaram mudar esse lugar, mas no final eu sempre voltava as coisas  pro seu eixo, na espera de você chegar!



TEMPO
 tempo
 ESTRADA 
 caminho
LÁGRIMA
 perdido
 espera
 NOVO
 tempo
 TEMPO


Minha linda alma clara, que encheu tanto um vazio que eu te dei.
 Veloz foi o tempo que roubou tanto de mim
Onde foi que eu andei?Que meus pés já não sabem voltar
Criei minhas estradas e de ler tantas páginas suas, acabei  tentado em ler outros livros, conhecer outras linguas, me aventurar no acaso de uma noite fria, descobrir o beijo dos corpos, a aurora de almas além daqui
 Já não sei se volto, já não sei voltar, o vento acabou soprando os passos que me levavam até você.
Só te peço que mande as estações secarem as amoras  que estão no pé, já não volto hoje....... já não volto mais.
quarta-feira, 30 de maio de 2012 4 PARA comentar

PARA um Redemoinho



Dedico esse texto a um redemoinho poeta que encontrei  vagando e que  me fez ver que existe mais gente além de mim que não vive por aqui!

Sabe aquelas certezas e objetivos reais que todo mundo tem, sabe a verdadeira sensação de pisar no chão e de se sentir no chão.... isso são para os normais.
Sabe aqueles desvarios, aquelas notas altas e toda a complexidade de um mundo meu. Isso é pra mim.
Nunca procurei o certo, nunca quis que fosse reto, e acho tantas certezas de linhas, mas vejo que pode ser a minha curva, pode ser que seja o meu ermo, o meu perdido. Se é pra se perder, que eu me perca dentro desse redemoinho que está em você, que está em mim, que está nas nossas  loucuras de dias de primavera.



 
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