E de repente ela não era um corpo inteiro, já não representava um
organismo, um ser que pensa, que vive, que sente, que ama e que sofre.
Ela era um braço torto, apenas um braço torto.
Eles não viram sua vida, suas historias, seus sonhos, sua liberdade e
vontade de mudar as coisas, viram apenas um braço torto e logo disseram:
--- Este não serve para nós.
Os olhos, os atos dos outros, fazem dela então apenas uma vitima?
Não, ela quer ser mais, ela quer lutar, quer falar aos sete cantos que
não é apenas um braço, ela é uma mulher inteira, ela é uma alma livre,
ela é gente.
Ela é mulher, uma forasteira, uma sonhadora que quer viver com dignidade.
Pena não causa redenção, preconceito é a supremacia da ignorância e incapacidade é daqueles que a enxergam incompleta.
Nessas letras estão um grito, uma vontade, uma bandeira que ela sempre vai carregar.
Ser
diferente não é ser menor ou incapaz, ser diferente é uma
responsabilidade de fazer mais, de fazer sempre, de fazer por mim , por
ela e para todos.
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2 PARA comentar:
Vemos pelo espelho de nossa alma, e almas tortas vêem tudo torto.
Beijos.
"Nessas letras estão um grito, uma vontade, uma bandeira que ela sempre vai carregar."
PARECE LITERATURA ALEMÃ DO SECULO 19, 20...
MUITO BOM O TEXTO, COMO SEMPRE.
GOSTEI DO FINAL.
CONVICTO...
MUITO BOM MESMO, PARABENS...
BJSSS
L.F
TIMOTEO -MG
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PARA quem passar! Obrigada