diHITT - Notícias PARAneura
segunda-feira, 31 de outubro de 2011 3 PARA comentar

PARA um olhar


Ela voava e não sei bem como conseguia fazer proeza imensa que todo mortal gostaria.
Navegava através de sua cintura, não com um olhar malicioso, mas com a pureza que ela mesma me dava de presente. Sua presença era alva e seu corpo falava línguas pagãs que eu entendia perfeitamente.
Sempre pensei que a veria como um corpo inteiro em movimento, mas não era isso que a importava, seus membros se desconstruíam na minha frente e caiam como plumas no solado de madeira, resolvi piscar os olhos e em um instante o frenesi do que tocava tomou seu corpo e ela passou vibrante por esse caminho de luzes.
Parei de tentar descobrir o que ela fazia, abri meus olhos e vi uma mão que se estendia até mim, receoso imaginei estar dentro de um mundo paralelo e gostei da ideia, apertei suas mãos e deixei que ela me mostrasse seu pouso, me ensinasse como voar sem asas, queria estar com ela, sem o peso do que está lá fora, apenas com a alegria da leveza que é estar aqui.
Pedi que me contasse seus segredos, que também me desmontasse e que logo soprasse o fôlego da vida em mim.
 Mas ela logo fugiu, pois essa historia não era dela, construí castelos eretos olhando seus movimentos e o vento os soprou para longe.
Quando dei por mim, quem voava era eu, quem sentia era eu, quem respirava era eu, o morrer e o nascer me pertenciam, e a única coisa que não possuía era o corpo, pois ele estava pairando sobre os que ainda não voavam.
Aplausos me acordam e vejo a bela dona no palco saudando os que a assistiam, com meus olhos agradeço-a por me fazer dançar ao seu lado ao invés de assisti-la. E ela responde com o mesmo olhar dizendo que apenas me estendeu a mão, como fez com tantos outros, tinha muitas mãos e muitos pés.
As cortinas vermelhas se fecham e vou embora não mais acordado, mas sonhando em voar ou inventar qualquer outra coisa de novo na próxima apresentação.


segunda-feira, 26 de setembro de 2011 12 PARA comentar

PARA os últimos

 Conheci alguns bons amigos! os últimos..  e a mim também que me rendo a loucura e magia de ser assim , para nós dedico esse texto , especialmente a um último amigo: Calebe.


 Como é ser um último?
Como viver um último?
 Como é pensar num último?
Às vezes paro e vejo que só eu parei, o tempo corre rápido, cazuza dizia que ele não parava e as pessoas sabem disso, fazem as coisas conforme as convenções,estudam, namoram, casam, fazem engenharia e buscam os melhores empregos, seguem uma corrente, um elo que os faz presos, querem dinheiro, porque sem dinheiro não tem felicidade, os ricos são felizes afinal, têm dinheiro para o rivotril e o gadernal.
E assim se segue, é fácil viver então, as coisas já estão programadas; nascer, brincar de ser criança, estudar, virar homem, ter emprego, algum dinheiro para casar e ter filhos, ensina-los a sequência da vida e no final morrer, no meio disso tudo umas loucuras de adolescente, um porre de cachaça barata, uma decisão de ser serio, algumas lágrimas e sorrisos. Esta pronta à vida.
E para os últimos? Como se vive?
Aqueles que nascem no dia da ideologia, que não tem a bendita programação de viver, não querem ter dinheiro e nem aparência, gostam de chuva, gostam de mato; alternativos, frutos do sistema falido, desgraçados?  Acho que apenas os últimos.
Não querem os compromissos rotineiros, dormem tarde, tomam porres e porres e riem disso, ou não tomam porres, mas riem assim mesmo, não possuem títulos, possuem gostos, fazem de sua essência, um modo de vida.
Às vezes não casam, às vezes não tem dinheiro, às vezes não fazem engenharia, às vezes nem estudam, mas não se sentem menores, tomam o livre arbítrio para si e o usam até a última gota, experimentam quase tudo da vida, porque às vezes não acham o tudo, a vida esta nua para eles, branca e pede para ser escrita, não na ordem, mas com escritas tortas, tropeçando com as palavras da próxima pagina.Às vezes contravenções à meia noite, um céu estrelado a uma da madrugada,encontros escondidos as três, o vibrar pulsante do prazer as quatro, o profundo estado depressivo perto das cinco, o quebrar do relógio a seis, afinal porque contar o tempo.
Os últimos são assim, se procuram entre tantos que também nasceram junto com eles, mas não estão com eles. Encontram-se na boa receita do acaso e festejam isso com um doce, chocolate ou não. Os últimos não envelhecem, nem são crianças pra sempre, permeiam pelo tempo que a memoria cria, não tem sexo, são homens mulheres e às vezes os dois; não tem preconceito algum, se isso é possível, às vezes tem tanto que se perdem no exagero, alguns tem uma alma sensível, mas outros não e nem por isso são ruins.  Os últimos  não possuem o único, muito menos a dualidade, buscam a felicidade na pluralidade, não vivem com um, pois existem os vários para gostar. Às vezes choram por ver que estão em uma maré diferente, e remam em direções diferentes dos que estam próximos,  riem por isso acontecer. Às vezes se sentem melhores e consideram o resto medíocre, porem às vezes se sentem tão piores e sozinhos que acabam também no rivotril e gadernal.
Sonham com a inteligência dos grandes e não enxergam os pequenos, porque para eles todos pequenos possuem grandezas, são profundos em suas considerações, em suas ideias,não diminuem o tamanho do que pode ser imenso. Aumentam as proporções das experiências, das vivências e até do sofrimento.
Escapam às vezes com a maconha, às vezes com a dança, às vezes com musica, outras usando os livros, Até mesmo com Deus, mas escapam. Às vezes por minutos ou por horas inteiras e quando não escapam apenas dormem. E acordam cansados, pois buscaram e não acharam.
 E quem são os últimos?  É uma tribo, um grupo seleto, tem a marca ou sinal que os separem dos demais?
Pensei nisso, muitos pensam nisso escutando musica ou em um silencio só e só sei que penso que são gentes. Gentes com todas as ascensões e decadências das gentes.
Gentes que tentam viver e acabam fazendo de suas vidas uma tentativa, varias tentativas,às vezes até morrer, às vezes até depois da morte, pois para os últimos quando acaba não termina, mesmo no fim.







segunda-feira, 12 de setembro de 2011 5 PARA comentar

PARA ela ser feliz


 Ela acordou, ela não queria fama, nem precisava de dinheiro, não buscava títulos, nem prêmios que a reconhecessem. Sua felicidade não estáva ai.
Não queria ser amada por todos, nem ser miss alguma coisa, para ofuscar os holofotes. Sua felicidade não estava ai.
Não queria ter uma vida de boas aparências, nem desejava o que todos os bons desejam. Para ela ser feliz não era isso.
Não queria seguir o que os outros traçavam, nem se satisfazer com que os outros pensavam, não queria ser marionete nas mãos estranhas que a tocavam. Sua felicidade nem chegava perto daquilo que estava em sua frente.
Seria feliz com o pouco, não era franciscana e  gostava do conforto que o dinheiro trazia, mas para ser feliz o pouco daquela moça, seria bastante ao passar dos dias. Ela queria o acaso, a surpresa, vibrava com o hoje, o sorrir de agora, queria um amado pertinho na grama, talvez contando estrelas até dormir, não queria palavras, para que usá-las em tal hora.
Se fosse para usá-las jogaria todas no vento para bater no seu ouvido em uma breve brisa.
Eles diziam que ela fantasiava demais, que não vivia a realidade.
Ela respondia que preferia viver fantasiando, a não viver.
E dizia ainda, que se disserem a ela que é louca, ela iria responder: que sim, que quer ver mais que preto e branco. Quer amarelo, azul e vermelho, quer aquarela, quer colorir.
É pouco para ela a felicidade que querem empurrar.
Ela só quer o pouco que não se permite possui, então triste e desesperada, volta a dormir, vai para os sonhos onde é feliz, ela não é deste mundo, não pertence a este lugar.
sábado, 3 de setembro de 2011 4 PARA comentar

PARA quem enxerga

Ele ainda enxerga, ainda vê as cores e com elas faz aquarelas vivas

Ainda contemplas as paisagens, ainda sentes o verde , o amarelo e o negro da noite
Sei que ele ainda vê
e antes que se cegue e perca  o bonito que ainda guardas
peço que a fite, olhe para ela com olhos seus e não desvie seus olhos até que ela durma, para assim ela ter certeza que  um  instante a viu e você enfim poder descansar os olhos!
terça-feira, 23 de agosto de 2011 2 PARA comentar

PARA as amoras

Ei ainda estou aqui, ainda moro na mesma rua das amoras, ainda sento no banco da praça, nas tardes de sol claro.
Apareça sei que sabes achar meus passos e me encontrar aqui, nada mudou, eu sou a mesma , o lugar é o mesmo... só as as estações que mudam me lembrando que o tempo ainda passa sem você!


Minha linda branca Clara, iluminou minha alma, que esta se encheu encostando no coração.
Veloz foi o tempo que roubou tanto de mim.
Perdi meus conceitos e desejos que tu ajudará a construir.
Criei estradas sozinho e de ver tantas paisagens apaguei as amoras  com a borracha do tempo.
Não posso voltar, o vento soprou seus passos que estavam no caminho.
 Só resta pedir as estações que sequem as amoras... já não volto hoje, já não volto mais!
sábado, 30 de julho de 2011 5 PARA comentar

PARA o doutor

Me pedem rimas doutor e dou apenas palavras soltas.

 Não sou poeta doutor para entender o fim das palavras

 me pedem versos certos com 3 ou quatro estrofes, mas não sou bom em matemática senhor e sempre acabo somando a mais.....
 Me pedem poemas sobre o amor doutor, mas como escrever de coisas que eu nunca vivi....

 Me pedem então que eu pare de tentar, que eu desista de poemar e vá esquecer de juntar as palavras....

 mas é a única coisa que me mantém vivi doutor ainda não consigo parar, quero colocar no papel as coisas que ainda não vivi, mais um dia quis viver.... da´-me a chance doutor, me roube os sonhos , mas não me tire as palav ras....
quarta-feira, 27 de julho de 2011 1 PARA comentar

PARA só hoje

Hoje eu queria ter um amor, hoje queria ser realmente amada e desejada, hoje queria ser mulher, menina, criança... aprendiz e poder me deitar ao seu lado e dormir tranquila.
sexta-feira, 22 de julho de 2011 4 PARA comentar

PARA aquele que vai

Peço que vá embora amor..... Vá pela estrada e não carregue nada de mim, para que não carregue peso durante a viagem..... Já irá levar seu fardo..

Vá  e viva intensamente, conheças gentes e muitos cantos.... esqueças que te amo e venero só a ti desde o dia que coloquei meus olhos nos seus.....

Vá longe e só volte quando ver que na sua chegada já estarei madura...
 pronta para ser colhida no pé

depois me leve para casa....  me ame como se fosse a primeira vez, me toque profundamente e me chame de seu amor .... como no tempo que eu ainda era verde

NÃO VOU PEDIR

Não vou pedir pra que fique

 não vou te oferecer pouso, não vou te acalentar com meu canto
 não vou te esperar de madrugada, nem sonhar com você acordada.
 Decidi te mostrar a estrada

 VÁ.


quarta-feira, 20 de julho de 2011 5 PARA comentar

PARA quarta.

Hoje é quarta
Hoje é feira                                                                                        
Hoje não queria sair da cama
Queria dormir até quinta
Mas o sol entrou pela janela me forçando a viver
Sair da toca, fazer diferente da terça
Para não desperdiçar mais um dia dessa vida de  meses, semanas e quartas.......



        
terça-feira, 5 de julho de 2011 9 PARA comentar

PARA um rapaz



Ei rapaz, senta no sofá comigo me faz um cafuné na cabeça e me conta casos engraçados da sua infância, ei rapaz não fale de mim, nem das coisas que eu não fiz, não fale de seus problemas de hoje,não fale de nós, pois não há nada para falar.






Ei rapaz não fale, use seus lábios para me beijar, me encante com as mais belas ilusões e me tire dessa caixa monstro que vivo.






Não pergunte meu nome, nem onde moro, perca seu relógio e fite meus olhos, esqueça que existem mulheres além de mim e me chame de rosa sem espinho.Me aspire e contemple as pétalas de minha formosura.






Ei rapaz senta ao meu lado nesse sofá e me faça um cafuné , até eu dormir, depois me cubra com um lençol fino e tranque a porta ao sair
 
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