Aos amigos que me esperaram!
Quase 1 ano sem PARAneurar, sem me encontrar em meio as palavras confusas e desconexas. No sublime da alegria não me entreguei as minhas fieis confidentes; palavras minhas. No profundo desespero da tristeza , do sussurrar de medo não as busquei, minhas palavras caladas, mas me entreguei ao sono esperando que ele me tirasse o fardo.
Quase 1 ano sem PARAneurar, sem me encontrar em meio as palavras confusas e desconexas. No sublime da alegria não me entreguei as minhas fieis confidentes; palavras minhas. No profundo desespero da tristeza , do sussurrar de medo não as busquei, minhas palavras caladas, mas me entreguei ao sono esperando que ele me tirasse o fardo.
Volto a escrever.
Palavra minha que fere , que toma forma de lança e brasa.
Palavra minha de dor, dor no corpo, dor da alma, dor do inconformismo
que me suga a cada volta na esquina.
Palavra minha de tristeza sem causa, sem alma, sem justo juiz, de fundo de poço, de
desespero gritado, de lágrimas que são arrancadas de meus olhos pelo olhos de
outros.
Palavra minha de zelo, de gratidão aos meus cuidadores que
me cercam de laços, para eu ter linha traçada e certeira.

Palavra que não é mais minha que é de todo aquele que sente,
que ouve , que grita desafinado e se joga sem rede no abismo que é o sentir.
Palavras nossas, que nos fazem mais gente, menos corpo, mais
expansão de olhos, cheiros, tato, contato, nos desarmando de nossas próprias armadilhas.
Nossas palavras são aquilo que somos e que talvez queremos ser, não
podem ser apagadas, porque são elas que dão sentido as inconsistências que
chamamos de vida.
Desculpe nobre leitor pela confusão de tantas palavras, mais quero todas em um mesmo espaço e disso faço uma bagunça que se entremeia dentro de mim.
Obrigado por me ler e ler você através daquilo que está
sendo escrito a cada momento, a cada respirar seu, já não importa em que voz eu
escrevo, eu tenho a sua voz, porque você tem as minhas palavras na boca!
Bom PARAneurar de novo!
Com Carinho
Nathy!